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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Divã!

Felicidade transbordando pelos ouvidos !

Sente-se o cheiro dela que se inala dos cabelos. Tem um cheiro que lembra nostalgia, aquela nostalgia boa, que não sabemos de onde veio. Saudades do que, de quem, de tudo aquilo que já foi, que é, que ainda será!

Feliz por ver que alguém desconhecido está apaixonado, feliz porque o vizinho ganhou um filho, feliz por observar as peripécias de um bichano tentando abrir uma porta, feliz por ver uma criança se formando em uma caixinha de segredos.

Seguir em frente todos os dias, descobrindo que o mundo ainda gira e entender que na verdade, nada tem começo, e nada tem fim! Tudo parece se misturar e acaba formando algo que alguns chamam de vida.

Leve de alma, por ainda acreditar no que corre em minhas veias. Sem perder aquela essência que me faz ser quem sou, mas consciente de que guardo em mim uma “Alice".
Tentando não analisar, enquanto acredito que complicar é o que, na verdade, traz a graça. E tentando sempre colecionar o máximo de pessoas dentro de mim, e cada pedacinho desses que me formam.

Conformando que, nem tudo, nem todos, podem nos respeitar no mínimo, mas que a indiferença dessas, é apenas temporária e sempre proporcional à importância que você da a tal situação ....

Fazendo de conta que dou conta de brincar de fazer contas, e vou fazendo disso, conta pra contar meus planos.

Vou me fazendo e me convencendo de que, a minha poesia de lógicas diárias, na verdade destoam em uma atmosfera superficial, na qual toda essa paranoia é dita desnecessária.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Crônica - Princesa do Avesso!


Querido Príncipe Encantado,

Faz tempo que me disseram que você viria.  Minha teimosia e mania de contrariar, me fizeram desacreditar. A ideia de esperá-lo nunca me coube bem. E nessa “não-espera”, fui esbarrando com sapos, e fazendo deles, príncipes. Nunca um cavalo branco, tampouco espadas e escudos. Sem campos floridos e pássaros. Entre uma troca de olhar no bar da esquina e um esbarrão numa avenida qualquer, fui traçando com perfeição minha bagunça emocional! Aquela linha tênue entre o querer e o fazer, que não funciona tão bem fora da “caixa”.


Pois bem, Seu Príncipe, a diversão perdeu a graça, a espera fez-se presente, e hoje escrevo para avisá-lo que venha logo. Não se esqueça de que acordo de mau-humor, só funciono depois do meio-dia, não durmo a noite, trabalho muito, e amo esse trabalho com a mesma intensidade que reclamo dele. Sim, sou um conjunto de paradoxos e ambiguidades. Leio Fernando Pessoa, discuto Platão, parafraseio Nietzsche e me “sacudo” ao som de Quadradinho de 8. Gosto de pessoas, de discussões de mesa de bar, da mesma forma que preciso ficar sozinha, na única companhia do meu computador.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Desencanto!

As noites têm sido frias, longas e silenciosas. O que me falta em sono, transborda em pensamentos.

Não é segredo o quão ‘superlativa’ sou. Mas confusões emocionais não são positivas, tampouco me refletem.
Tenho visto minha praticidade escorrer pelas mãos. Segurança e autoestima dão lugar ao medo e a certa timidez, até então escondida.

Um novo amigo me desconserta. Um velho, desconhece!
O passado insiste em se fazer presente, mas tornou-se um infeliz figurante. O desconhecido, cada dia mais intrigante!
Atitudes anulam encantos. O desencanto se faz de forma nauseante!
O tempo vem deixando lacunas que já não são fáceis preencher.
A noite traz o que falta de sentido no dia... Leva certezas e serenidade. Deixa dúvidas, e uma inquietação sufocante!

Pergunto-me se a escrita deixa tudo perceptível, ou se são apenas sílabas soltas, numa exposição frustrantemente poética!
Se há tanto em mim, tem que haver ainda mais para quem recebe. Ou não valerá o que promete!
Busco motivos, mesmo sabendo que o melhor da vida é não tê-los.

Para quem nunca acreditou em Contos de Fadas, e sempre considerou inverossímil um “felizes para sempre”, tenho me surpreendido com desejos e fantasias habitados em mim.
A velha razão parte, aos poucos, conceitos certa vez consolidados. Desconstrói certezas utópicas, deixando em seu lugar um infinito de novos prismas.

 A instabilidade favorece os sonhos, e a madrugada, os delírios!

By @BBBiscatee


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Devaneios!

Deitada no meu quarto eu ouço o barulho da chuva q ainda não caiu…
Da minha cama sinto os raios de sol tocarem meu rosto…
É noite!
Ainda na minha cama, ouço a lua bater forte na janela… Lá fora, o dia está mais claro q nunca…
O vento me traz um cheiro de certezas…Mas só me restam dúvidas… tento então ler nas estrelas o amanhã, mas só encontro lembranças…
Daqui eu ouço, sinto, vejo, toco…Pois daqui eu sonho…E se sonho, eu posso!
Posso até minhas vontades mais insanas, reais tornar…
Pois daqui, só nao posso, “não poder” !